E delas, quem cuida?

As mulheres brasileiras estão esgotadas e adoecidas. A conclusão é de uma pesquisa inédita realizada pela ONG Think Olga. O estudo revela quais aspectos da vida têm impactado a saúde emocional das brasileiras no pós-pandemia. O empobrecimento, sobrecarga de cuidado e o sofrimento psíquico seriam as principais causas.

De acordo com o levantamento, quase metade das mulheres (45%) relataram diagnóstico de ansiedade, depressão ou algum outro transtorno mental. Estresse, irritabilidade, sonolência, fadiga, baixa autoestima, insônia e tristeza são os sintomas que se apresentam de maneira mais comum no cotidiano delas.

Na avaliação das pesquisadoras responsáveis pela pesquisa, os dados assustam, mas não surpreendem. A análise das especialistas considera questões estruturais da nossa sociedade, como o machismo, o racismo, o colonialismo, a LGBTfobia e outros fatores de exclusão social que recaem sobre as mulheres.

“Ser mulher significa ter a vida e a existência afetada pelo machismo. A própria OMS reconhece a influência do gênero nas diferenças de poder e controle que homens e mulheres têm sobre os determinantes socioeconômicos bem como na posição social e no tratamento que recebem pela sociedade”, relata manifesto sobre a pesquisa.
Para superação do problema, a ONG aponta que é preciso ir além do olhar sobre a doença e passar a pensar no cuidado. O relatório também indica diversas propostas a serem tomadas pela sociedade civil, pelo setor privado e pelo setor público.

Incentivar a divisão igualitária do cuidado, manter um ambiente de trabalho livre de assédio sexual e moral e implementar uma Política Nacional de Cuidados são algumas das estratégias sugeridas para que a vida das mulheres sejam efetivamente valorizadas.
Escrito por: APP/Sindicato

Postagens mais visitadas deste blog

Vá viver! Arrisque-se!

Feliz Dia Mulherada! Feliz vida! Entre outras coisas, estamos aqui umas para as outras! 🩷